Sonhar com Sapatos - Arquétipo do Explorador (O Viajante)
- Sonhos, Arte e Reflexões

- 24 de jul. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 23 de jan.

Arquétipo de Explorador
Quando o arquétipo do Explorador é despertado em um indivíduo ele busca liberdade total para experimentar coisas novas, vivenciar experiências autênticas e gratificantes, fugir do tédio da rotina, coloca o pé na estrada, buscar experiências que vão de encontro às suas aspirações mais profundas. São andarilhos, buscadores, aventureiros, pioneiros, desejosos de autonomia, autossuficiência e liberdade para conhecerem novas terras, novas ideias, novas pessoas e novas formas de viver a vida. O desejo de viajar dos Exploradores em busca de liberdade os levam a lugares amplos e selvagens na natureza, ambientes e lugares exóticos ou sagrados, céus abertos ou noites estreladas que promovem a sensação de vastidão e extrema liberdade e alegria.
É comum o arquétipo do Explorador ser ativado em duas épocas da vida: Uma delas é na adolescência, quando o jovem tem necessidade de descobrir o que deseja da vida e qual sua missão, o que pode levá-lo a um confronto com o que lhe é apresentado pelos pais ou pela sociedade. É um não conformismo, é o desejo de criar um caminho absolutamente seu. É o arquétipo do explorador em ação impulsionado o jovem ao amadurecimento e a entrada na vida adulta através de independência e experimentação. Pode acontecer dos filhos terem de morar fora da casa dos pais, dirigindo a própria vida fora da supervisão parental, assumindo assim sua individualidade e singularidade.
Outra fase com grande possibilidade deste arquétipo ser acionado é a meia idade: quando chega a meia idade é hora de uma avaliação dos caminhos escolhidos e muitos descobrem que de fato não escolheram nada, se adaptaram com as coisas que iam acontecendo em sua vida, levando ao que poderíamos chamar de uma ‘inexistência’: sentem-se presos em armadilhas que a vida criou. Ocorre uma rebelião contra este conformismo, um desejo de encontrar um lugar para chamar de ‘Lar’, e assim como Moisés ao abandonar o Egito em busca da Terra prometida, é comum ouvirmos histórias de pessoas que na meia idade abandonaram casamentos, empregos, países e, em fuga da rotina e das regras impostas pelo cotidiano, se aventuram em novos caminhos. Em ambos os casos (adolescência e meia idade), vemos que a busca é uma busca interior (autoconhecimento) movida por uma insatisfação, pela fuga do tédio, pela descoberta de si mesmo, ou ainda uma busca espiritual: o que desejam é experimentarem o máximo da vida, fazendo aquilo que amam. Uma frase ilustra bem o objetivo do Explorador: “Torne-se quem você é.” Nietzsche
Arquétipo do Explorador nos Sonhos
Segundo os estudos de Jung certos símbolos, como os sapatos, podem evocar arquétipos como o Explorador. Sonhar com imagens de tênis, sapatos confortáveis, roupas adequadas, acessórios dos mais diversos para viagens e peregrinações, estradas e caminhos, montanhas e picos, mapas e bússolas, portas e portais, caminhadas, escaladas ou equipamentos para esportes fazem essa indicação. Na abordagem junguiana, objetos nos sonhos não têm um significado fixo, mas ao mesmo tempo, podem se conectar a arquétipos universais. Os sapatos, por estarem ligados aos pés e ao caminhar, costumam simbolizar caminho e direção na vida: Indicam a jornada pessoal, escolhas e transições, desejo de experimentar, buscar liberdade e novos caminhos. Para Carl Gustav Jung, os sonhos são mensagens simbólicas do inconsciente: neste caso, pode ser o arquétipo do Explorador se revelando dos aspectos ocultos da personalidade.
O lado sombra do Explorador
É um arquétipo que nos mostra a direção de nossas aspirações mais profundas, nos impulsiona na busca por si mesmo, por vivenciar nossa essência, encontrar o que possamos chamar de lar, e esse ‘lar’ é diferente de casa (lugar físico), portanto, é uma busca muito mais interna que externa, e caso esta compreensão seja nebulosa, pode acontecer de muitos se perderem pelos caminhos, ou a viagem pode se prolongar por tempo demais, ou ainda, gerar uma sensação de ficar vagando sem nenhuma meta. Se ao contrário, o viajante reconhece que a própria jornada é em si mesmo libertadora e que o ponto de chegada está em si mesmo, resta apenas o caminho para ser desfrutado. Os tempos modernos parecem ativar com maior intensidade o Explorador dentro de nós, cabe-nos aproveitar!
Paz e luz na tua vida.
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