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Arquétipo do Revolucionário: O Fora-da-Lei

  • Foto do escritor: Sonhos, Arte e Reflexões
    Sonhos, Arte e Reflexões
  • 14 de jul. de 2022
  • 5 min de leitura

Atualizado: 17 de nov. de 2022



Pessoas regidas por este arquétipo pensam que podem mudar o mundo, e podem! Steve Jobs impulsionou a criação e distribuição de novas tecnologias criando um mundo futurista, impulsionado pelo arquétipo do revolucionário. Se o mundo virtual está presente na sociedade moderna e na vida de cada um de nós, devemos a Steve Jobs e ao sócio Wozniak, fundadores da Apple Computers. Juntos, passo a passo, trabalharam a ideia fixa de mudar o mundo criando um computador acessível ao cidadão comum. A Apple não só criou, mas revolucionou a indústria dos computadores pessoais, o mundo da música, dos telefones celulares e dos filmes de animação, impactando a vida de todos nós. Mais de década após sua morte é difícil encontrar outros exemplos que possam ultrapassar a genialidade de Jobs e o impacto que a Apple causou em toda a sociedade moderna. Sempre teremos revolucionários como ‘Steve Jobs’ na jornada humana. É o arquétipo do Revolucionário em ação. É algo mágico.

Este arquétipo provoca um profundo desejo de mudança que, às vezes, não sabemos de onde vem, tais como adolescentes que decidem usar tatuagens e piercings, cigarro ou drogas. É uma rebeldia, um desafio a leis estabelecidas, um anseio por algum tipo de transformação que possa impactar a vida de alguma maneira. Este arquétipo tem causado tantas transformações nos tempos modernos que hoje vivemos em uma sociedade completamente diferente de algumas poucas décadas atrás. Ocorreram inúmeras revoluções que mudaram complemente nossa forma de ver e vivenciar a vida. Entre estas mudanças a revolução tecnológica foi, sem dúvida, a grande estrela e ganhadora do Oscar em todas as categorias, no entanto, existem outras, podemos citar entre elas, a mais recente, a pandemia de COVID 19:

Em meio ao caos, hospitais superlotados e curva de mortos em ascensão, laboratórios em várias partes do mundo começaram a desenvolver e testar vacinas. As primeiras vacinas contra a COVID-19 foram criadas em meados de 2020, até então o processo de fabricação de uma vacina demorava em média cerca de 10 anos. Em meados de 2021 já havia vacinas prontas e autorizadas para uso em larga escala com eficácia geral acima da casa dos 90 por cento: Iniciou-se uma vacinação mundial. Foi um processo pioneiro e não parou por aí: A expansão da pandemia e o alto investimento corporativo, bem como a necessidade de gerar lucro aos acionistas, causaram preocupação de uma abordagem de mercado que pudesse prejudicar o acesso as vacinas. Medidas foram estudadas para que os preços das vacinas fossem o mais baixo possível para locais mais afetados pelo vírus. As marcas produtoras, a distribuição e o alcance das vacinas foi realmente algo revolucionário, cada etapa era uma batalha vitoriosa gerando o poder de mudar as perspectivas sombrias em relação ao vírus até então. Sem dúvida, as pessoas envolvidas ficarão na história como revolucionários de uma época. É o arquétipo do revolucionário em ação, no velho e bom estilo Robin Hood.

Tanto o caso da Apple como o das vacinas, vemos claramente a diferença básica entre o arquétipo do criador e o arquétipo do Revolucionário. Enquanto os regidos pelo arquétipo do Criador possuem o desejo de ‘criar algo novo’, deixando sua marca para a posteridade, o revolucionário deseja acabar com uma situação extremamente incômoda, onde é acionado um guerreiro interno: o que vem depois, a princípio, não é levado em consideração. Frases conhecidas de Jobs dizem que ele não tinha interesse em ser o homem mais rico do cemitério!

Vemos isso em nosso dia a dia, quando um casal opta pelo divórcio, por exemplo: Esta decisão pode ter origem em uma profunda insatisfação, inaptidão, desajustamento ou somente o desejo de profunda mudança, de acabar com uma coisa que não funciona, de dar um basta! O processo em si reduz um casal antes apaixonado em adversários em um campo de batalha, armados até os dentes. Assim acontece com aqueles 10 quilos extras que terão de ser vencidos um a um: as academias chamam de desafio esta guerra contra os quilos extras onde cada quilo eliminado é a vitória de uma batalha. A revolução pode acontecer em qualquer área de nossa vida: São mudanças necessárias, desejadas e urgentes, que podem ser de casa, de emprego, de cidade, de país, de vida, de escola, de casamento, de negócio, de paradigma, de crenças, enfim qualquer situação que gerou um profundo desgaste e que, qualquer possibilidade de continuação é rejeitada categoricamente, ativa em nós o arquétipo do Revolucionário, nosso guerreio interno. O mundo sempre nos apresentará situações em que serão necessárias medidas que pedem revoluções que não podemos evitar: teremos de acionar o revolucionário existente em todos nós, não há como fugir. Talvez por isso sejamos fascinados de alguma forma pela rebeldia, tais como as passeatas pela revolução sexual na década de 60, que foi nada mais do que uma tomada de consciência intensa dos limites impostos pela sociedade puritana da época. Também chamada de ‘liberação sexual’ ou ‘liberdade sexual’, a revolução desafiou os comportamentos sexuais vigentes, tais como sexo fora do casamento e acabou gerando uma verdadeira revolução nos códigos de conduta em relação a sexualidade, abrindo caminho para algo inteiramente novo: O Amor livre!

O arquétipo do revolucionário ajuda na superação crenças e costumes sociais repressivos ou permite que as pessoas simplesmente desabafem, ou no caso, cantem. As músicas do movimento Rock’n’rool foi uma forte expressão do arquétipo do Revolucionário anos atrás, e hoje já assimilado, muitas vezes, é o estilo favorito não só das pessoas que viveram na época, como de novas gerações. Todas as mudanças importantes em uma população são gestadas pelo arquétipo do revolucionário: o guerreiro, o rebelde, o fora-da-lei – aquele que está disposto a lutar por todos os desejos reprimidos de uma sociedade, ou por mudar leis que já não estão em consonância com os desejos de um grupo, cidade ou população. É um amadurecimento coletivo.


Marcas e o arquétipo do Revolucionário


As marcas que usam estes arquétipos geralmente o fazem quando desejam conquistar novos mercados. A conquista de um “novo” mercado envolve uma mudança de paradigma, sou seja, o velho terá de ceder espaço para o Novo entrar: podemos citar como exemplos a Uber, Netflix, Airbnb, wikipédia, Kindle e muitas outras empresas inovadoras. Elas chegam ao mercado com o seguinte mantra: É hora de mudar! São sucesso de público por materializarem anseios de uma população: A maioria de nós prefere pedir um carro por aplicativo em vez de caminhar até um ponto de taxi; preferimos ter um catálogo completo de filmes para assistirmos a hora que desejarmos do que assistir a uma programação fixa de TV; ter uma biblioteca inteira em um aparelho digital para levarmos em nossas viagens - o que é impossível com livros físicos; e ainda outros preferem se hospedar em casas montadas em vez de quartos de hotéis. Na verdade estas marcas revolucionárias devolvem ao consumidor seu poder de escolha (arquétipo do governante), e este acaba optando pelo melhor para si mesmo. É provável que estas empresas ou seus similares continuarão ocupando cada vez mais espaço em nossas vidas.


Efeito sombra do arquétipo do Revolucionário


O bandido, o criminoso, o inescrupuloso, o ladrão, o delinquente, pessoas alienadas, raivosas e dispostas a qualquer coisa para conseguirem a mudança que desejam, fazem parte do lado sombra deste arquétipo. Organizações que permitem que o dinheiro seja mais importante que valores morais, acirrando guerras e competições por lucros ariscam que a hostilidade destrua sua identidade. Esse tipo de ruína pode ocorrer individualmente, no meio empresarial, em cidades e até mesmo em países inteiros. Todo cuidado é pouco!


Paz e Luz na tua vida.

















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